PARABENS, MULHER, MAS SINTO MUITO!
- Fermino Neto
- 6 de mar. de 2024
- 4 min de leitura
Parabéns, meninas de todas as idades e profissões.
Principalmente aquelas que já passaram pela nossa clínica, não importa se online ou presencial, amigas clientes que conhecem o nosso compromisso com o bem estar e saúde mental das pessoas do gênero feminino.
Chegamos a mais um 8 de março, dia internacional da mulher .
Parabéns a todas vocês com todo o nosso amor. Ooferecemos rosas e presentes, chocolates e poesias, reconhecimento e carinho para todas, todas mesmo, incluindo pessoas transgenero que se sentem mulher por livre direito de escolha ou expressão de sua natureza.
Por mais felizes que estejamos em case, se em nossa casa reinar o respeito e o amor, não há muito a comemorar em sentido coletivo. A violência contra a mulher é a pior tristeza que se passa no interior das famílias. É preciso mudar este quadro.
Muitas vezes criticamos de forma genérica aqueles e aquelas que escolhem exercer atividade política no covil de mal intencionados, mas há muita gente fazendo alguma coisa pelo povo e é preciso destacar para que sintam-se encorajadas e encorajados. Um exemplo disto é o Senado Federal com seu trabalho sério em favor da luta das mulheres. Eu apoio e tiro o chapéu.
Veja os dados oficiais:
Segundo o DataSenado, do Senado Federal do Brasil, 3 a cada 10 brasileiras já sofreram violência doméstica.
Os dados estão numa postagem da Agência Senado do dia 21/11/2023, 13h29 - ATUALIZADO EM 24/11/2023, 11h42.
Três a cada dez brasileiras já foram vítimas de violência doméstica, de acordo com a 10ª Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, feita pelo Instituto DataSenado, em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência (OMV). Os dados foram divulgados pela Procuradoria da Mulher do Senado nesta terça-feira (21/11). Denominada anteriormente “Pesquisa violência doméstica e familiar contra a mulher”, a aferição é realizada a cada dois anos, com mulheres de todo o Brasil. Trata-se da série histórica mais antiga sobre a temática do país, tendo sido criada em 2005 para dar subsídio ao Parlamento para a elaboração da Lei Maria da Penha. Desde então, foram entrevistadas mais de 34 mil mulheres, em 10 anos da pesquisa.
Mais de 21 mil mulheres responderam a pesquisa de 2023, o que tornou o estudo o maior sobre violência doméstica já realizada no Brasil, apenas com mulheres. Para a procuradora da Mulher no Senado, senadora Zenaide Maia (PSD-RN), a divulgação do estudo é um marco que ajuda a esclarecer avanços obtidos pelo país nessa temática e podem orientar medidas a serem tomadas para o enfrentamento à violência contra as mulheres. De acordo com a senadora, os resultados podem ser analisados agora em nível estadual.
A série histórica do estudo apresenta estabilidade nos números da violência estrutural contra a mulher, como afirmou à Agência Senado a chefe do Serviço de Pesquisa e Análise do DataSenado, Isabela Lima. De acordo com ela, a manutenção dos indicadores demonstra que o assunto merece atenção de toda a sociedade, principalmente para conscientizar de que a agressão não é uma conduta natural.
— É um problema de todos, sobre o qual temos que nos mobilizar e entender que não é normal uma mulher ser agredida dentro da própria casa, em meio à própria família. A pesquisa serve justamente para trazer o assunto à tona, motivar a discussão, a análise dos dados porque, quanto mais se discute, mais as mulheres percebem que o que elas estão passando não é normal e é fundamental parar o ciclo da violência.
Estatísticas
O levantamento aponta que três a cada dez brasileiras já sofreram violência doméstica provocada por homens. E quanto menor a renda, maior a chance de a mulher sofrer violência doméstica, diz o estudo. Mais de 25,4 milhões de brasileiras já sofreram violência doméstica provocada por homem em algum momento da vida, segundo o DataSenado. Desse total, 22% declararam que algum desses episódios de violência ocorreu nos últimos 12 meses.
A pesquisa apontou que a violência psicológica é a mais recorrente (89%), seguida pela moral (77%), pela física (76%), pela patrimonial (34%) e pela sexual (25%). As mulheres com menor renda são as que mais sofrem violência física, diz o estudo. Cerca de metade das agredidas (52%) sofreram violência praticada pelo marido ou companheiro, e 15%, pelo ex-marido, ex-namorado ou ex-companheiro. De acordo com o documento, a maior parte das vítimas tem conseguido terminar casamentos abusivos. Também é majoritária a parcela de vítimas que estão saindo de namoros violentos.
Do total de mulheres que revelaram ter sofrido violência, 48% disseram que houve descumprimento de medidas protetivas de urgência. A pesquisa aponta que cada vez mais mulheres procuram ajuda, mas alerta para o fato de que a falta de delegacias da mulher em muitas cidades dificulta o acesso ao serviço. Em cidades com menos de 50 mil habitantes, conforme o levantamento, é maior o percentual de mulheres que declaram ter denunciado em delegacias comuns.
Jovens
Outro dado da pesquisa aponta que a maior parte das vítimas vivencia a primeira agressão ainda muito jovem: entre 19 a 24 anos, como relataram 22% das entrevistadas. Também é alto o número de ocorrências de insultos e ameaças registrados nos últimos 12 meses. Das mulheres ouvidas pelo DataSenado, 17% afirmaram ter sofrido denunciação caluniosa nesse período. Entre as mulheres que não afirmam terem sofrido violência no último ano, 29% disseram 'sim' a pelo menos uma das questões listadas no levantamento.






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